1# SEES 21.5.14

     1#1 VEJA.COM
     1#2 CARTA AO LEITOR  NA ROTA DO SUCESSO
     1#3 ENTREVISTA  MIKE TYSON  NINGUM MAIS TEM MEDO DELE
     1#4 LYA LUFT  AULAS DE MEDIOCRIDADE
     1#5 LEITOR
     1#6 LOBO  HELLO! PALCO NO  PALANQUE
     1#7 BLOGOSFERA

1#1 VEJA.COM

O NOVO CAMINHO DA EVOLUO
O ser humano est mais gordo, velho e infrtil. Para o bilogo francs Jean-Francois Bouvet, esse conjunto de fatores indica que a humanidade vive um indito momento da evoluo. "O homem modificou o ambiente em que vive e mudou sua rota de evoluo biolgica. Essas mudanas so, em geral, negativas", diz o cientista, que, durante dez anos, desenvolveu pesquisas em neurobiologia na Universidade Claude Bernard, na Frana. O site de VEJA mostra de que forma substncias qumicas de nosso cotidiano, como bisfenol A, parabenos e ftalatos, afetam o organismo, explica como sero os homens dos prximos anos e como a cincia pode reverter alguns processos danosos que nos atingem.

O ROCK NO AUTORIZADO
Enquanto no Brasil autores comemoram a vitria na Cmara dos Deputados, que liberou a publicao de biografias no autorizadas, na Inglaterra o escritor Mick Wall se destaca justamente com livros sobre bandas de rock notrias pelo mau comportamento. Com 21 obras no currculo que discorrem sobre grupos como Pearl Jam e Black Sabbath, Wall critica a arcaica lei brasileira que abriu brecha para a proibio de biografias como a do cantor Roberto Carlos. "Se s escrevesse o que os roqueiros querem, eu faria livros mentirosos", diz o autor em entrevista ao site de VEJA.

O BRASIL QUE SABE VENCER
Para a seleo brasileira, a Copa do Mundo comea na segunda-feira 26, quando os jogadores convocados por Luiz Felipe Scolari se apresentam no Rio de Janeiro. Nos ltimos quatro anos, a reportagem do site de VEJA acompanhou a equipe no Brasil e no exterior e presenciou a formao do grupo que representar o pas no torneio. Uma reportagem especial mostra o que une os 23 atletas escolhidos por Felipo, uma gerao que deixou para trs alguns dos piores vcios dos boleiros do passado para vencer nas ligas mais competitivas do planeta. Com seriedade e descontrao na proporo certa, com mais profissionalismo e com muita unio,  uma seleo pronta para o desafio da Copa.

ENEM: ANTES, DURANTE E DEPOIS
Cerca de 8 milhes de pessoas devem realizar o Enem em novembro, segundo estimativas do Ministrio da Educao. Alm de estudar bastante, essa multido precisa se dedicar  trabalhosa tarefa de compreender e seguir as regras da avaliao federal. O site de VEJA organizou um Manual do Candidato com informaes fundamentais sobre todo o processo do Enem - das inscries na prova, que se encerram na sexta-feira,  matrcula na universidade.


1#2 CARTA AO LEITOR  NA ROTA DO SUCESSO
     Est rodando pelas estradas brasileiras o nibus da Expedio VEJA, a primeira de muitas incurses que equipes da revista faro pelo Brasil com o objetivo de descobrir e levar a voc, leitor, histrias de superao individual e coletiva capazes de infundir esperana e otimismo. Para que o resultado no fosse apenas uma questo de enxergar a mesma realidade com lentes mais favorveis ou de ver o copo meio cheio onde ele poderia estar meio vazio, o roteiro da expedio foi traado com base em uma rigorosa pesquisa de dados econmicos, sociais e educacionais. 
     A ideia central foi visitar regies com desempenho acima da mdia brasileira. Como determinar isso com preciso? VEJA procurou um nico indicador que fosse capaz de refletir com clareza a melhoria de todos os demais. Depois de acalorados debates metodolgicos, a equipe de VEJA concluiu que o eixo orientador principal deveria passar pelas regies brasileiras com atividade exportadora de produtos manufaturados, com tecnologia de ponta e alto valor agregado. Dentro dessa categoria, fez-se uma sintonia fina que levou em considerao no apenas os produtos mas o destino das exportaes, dando preferncia quelas direcionadas a pases de economia mais madura e competitiva.  
     A premissa foi que deveria haver relao direta entre o nvel social, educacional e econmico local e a capacidade de vender a compradores exigentes dos pases mais avanados avies, carros, tratores, motores eltricos, bombas de ar ou mesmo celulose, frutas e derivados de soja. Em outras palavras, aquelas regies inevitavelmente teriam atingido ndices elevados de produtividade suficientes para compensar os conhecidos obstculos estruturais que penalizam o empresrio brasileiro, como a insegurana jurdica, a falta de infraestrutura, os altos impostos, a burocracia massacrante e a corrupo endmica. Apostamos que a Expedio VEJA encontraria, portanto, reas em que o custo Brasil pode ser enfrentado e superado pela conjuno de circunstncias positivas de boa governana, cultura e esprito empreendedor. Em sua segunda semana na estrada, a Expedio VEJA confirmou com sobras a premissa. Quanto maior o valor agregado do produto exportado, mais complexa a cadeia produtiva envolvida, mais altos a qualificao e o salrio dos profissionais, melhor o ambiente de negcios, formando um crculo virtuoso autoalimentado e que se fortalece ano a ano. No seu final, a Expedio VEJA ter percorrido 10.000 quilmetros em treze estados brasileiros. VEJA publica a cada semana uma reportagem sobre a regio em foco e, diariamente, em VEJA On-line, os jornalistas da revista fazem relatos da reportagem itinerante e esto disponveis para conversas pelo Twitter em #expedicaoveja. 


1#3 ENTREVISTA  MIKE TYSON  NINGUM MAIS TEM MEDO DELE
Assustador, o ltimo grande peso-pesado terminou a carreira mordendo a orelha de um adversrio, depois de cumprir pena por estupro. Agora seu prazer  buscar os filhos na escola.
MARCELO SAKATE

Poucas vezes o boxe viu despontar uma mquina to poderosa de nocautes e intimidao. Em 1986, com 20 anos e 4 meses de idade, ele se tornou o mais jovem campeo mundial dos pesos-pesados. Crescido em uma das vizinhanas mais violentas de Nova York e encrenqueiro por natureza (aos 13 anos, j havia sido detido 38 vezes), Mike Tyson reinou absoluto por quatro anos. Na carreira, foram 44 nocautes em 58 lutas. Em 1992, sofreu o maior de seus reveses ao ser condenado a seis anos de priso por estupro. Saiu da cadeia depois de cumprir trs anos da pena, por bom comportamento. Em um ano, reconquistou o ttulo. Protagonizou um dos episdios mais constrangedores do esporte ao morder a orelha de Evander Holyfield no ringue. H um ano, iniciou uma turn contando nos palcos sua histria. A iniciativa deu origem  autobiografia Mike Tyson  A Verdade Nua e Crua (Undisputed Truth, no original em ingls), que ser lanada no Brasil at o fim do ms. No livro, ele revela que lutou sob o efeito de drogas mais de uma vez e que usou um pnis falso, com urina "limpa", para no ser reprovado no teste antidoping. E conta sobre o dia em que flagrou a sua ento mulher, Robin Givens, com o ator Brad Pitt. O "homem mais malvado da terra", como era conhecido, diz que agora foge de encrencas e s quer cuidar da famlia. Por telefone, Tyson, de 47 anos, falou a VEJA. 

 verdade que voc nunca pensou que poderia chegar aos 47 anos? 
Nunca imaginei que estaria aqui, com quase 50 anos. Nunca mesmo.  um milagre. Sou muito grato por ter conseguido me manter vivo. Mas mudei muito radicalmente as minhas atitudes e acredito que essa venha sendo a principal razo para ter sobrevivido tanto tempo. 

No livro, voc conta como foi profundamente viciado em drogas, sobre as internaes nas clnicas e as diversas recadas nos ltimos anos... 
Tenho sorte, muita sorte.  o que posso dizer. Eu deveria estar morto. 

Voc diz que est se reinventando. Todos se lembram do velho Mike Tyson, conhecido como o homem mais malvado do mundo. Como  o novo Mike Tyson? 
No estou tentando ser uma nova pessoa. Ningum muda assim to facilmente. Eu sempre serei o velho Mike Tyson. Esse cara nunca ir embora. Ele apenas no tem mostrado a sua face malvada a maior parte do tempo. Podemos dizer que o velho Mike Tyson tem menos princpios do que o novo. 

Quando foi o momento da virada, em que voc se deu conta de que precisava mudar? 
Foi quando a minha filha (Exodus) de 4 anos morreu em um acidente domstico (ela se enforcou em um cordo de segurana de uma esteira de corrida, em 2009). Tudo mudou depois disso. Tambm estou mais velho. Tenho mais experincia. Estou muito mais dedicado  famlia. Eu tento cuidar dela da melhor maneira possvel. Antes, eu vivia sob as minhas regras. Agora, sigo a vida como ela . 

E como  sua vida hoje? 
Sou praticamente um homem de negcios. Eu e minha mulher temos uma empresa de promoo de eventos, a Iron Mike Productions. Trabalhamos com peas e filmes. Ou seja, estamos na indstria do entretenimento (a empresa tambm administra a carreira de jovens boxeadores). Ns somos scios e, sempre que necessrio, discutimos como resolver os problemas. Funciona bem. Quando no estou trabalhando, tento ser um pai de famlia normal. Levo e busco os filhos na escola e brinco com eles em casa. 

Dizem que voc evita sair de casa... 
Isso no  verdade. Ficar em casa quase todo o tempo no  viver a vida. Eu me divirto. Quando estou na rua, as  pessoas me reconhecem e sabem quem eu sou, mas eu fico na minha, com a minha famlia. As pessoas reagem de maneira positiva a esse meu novo comportamento. 

Muitos o reconhecem, mas as geraes mais novas no sabem que voc foi um grande boxeador... 
Uma vez, estava em um hotel em Hollywood e um garoto cutucou a me e disse: "Olhe, me,  aquele ator, Mike Tyson". Ela explicou que eu j era conhecido antes mesmo de participar de filmes e que eu tinha sido um boxeador muito famoso. E o menino perguntou: "Verdade, me?". Ele no tinha a menor ideia da minha carreira no boxe. Isso se tornou mais frequente desde que participei do filme Se Beber, No Case (Tyson atuou em uma cena do filme lanado em 2009 e, dois anos depois, na continuao). Os pais contam quem eu fui, mas os filhos me conhecem porque me vem na televiso. Essa  a minha ligao com as geraes mais novas, e eu no me importo que seja assim. 

Voc est feliz com a nova carreira? 
Olha, eu me sinto confortvel em fazer qualquer coisa que seja agradvel e que me permita alimentar os meus filhos e a minha famlia. 

Voc afirma que ter ido para a cadeia por causa da condenao por estupro salvou sua vida. O que quis dizer? 
Eu era muito louco naquela poca. Amava arranjar problemas. As encrencas eram o que eu chamava de vida real. E  por isso que, quando eu fui para a cadeia, consegui salvar a minha vida. Fiquei livre de confuses. 

Para preparar a autobiografia, voc teve de lembrar em detalhes cada momento ruim de sua vida, e eles no foram poucos. Como foi lidar com tantas memrias negativas? 
No foi nada bom; no eram lembranas boas. Mas era algo que tinha de ser feito para que eu pudesse alcanar uma nova fase da minha vida. Quero ter uma vida tranquila como pai. Foi por causa da minha famlia que eu lancei a biografia. No fundo, funcionou como uma terapia. Estou muito feliz com essa experincia e essa nova fase. 

Mas houve momentos bem curiosos. Voc pode nos contar sobre o dia em que encontrou sua ento mulher, Robin Givens, com o ator Brad Pitt? 
Essa  uma das partes mais populares do livro. Eu e Robin estvamos nos divorciando, mas, de vez em quando, ainda ficvamos juntos. Um dia, fui at a casa dela, sem avis-la, para propor um encontro romntico. Mas ela no estava. Quando eu ia embora, percebi que ela estava chegando de carro e decidi esperar. De repente, notei que havia mais algum, no banco do passageiro. E era o Brad Pitt. Ele no me notou em um primeiro momento, mas quando isso aconteceu... Ele ficou desesperado, com medo de que eu o atacasse. Mas eu no reagi e fui embora. Ns j estvamos nos separando. 

Voc tem sete filhos. Que conselhos passa a eles? 
Tento ser amigvel. Passo muito tempo com os meus filhos. E me esforo de verdade para me aproximar deles. Os meus filhos estudam em boas escolas, e os mais velhos foram aceitos em boas faculdades. Tenho muito orgulho em saber que frequentam a escola. Eu acho que, apesar do meu mau comportamento passado, consegui fazer um bom trabalho. A minha filha Rayna acaba de ser aceita na Escola de Cinema da Universidade de Nova York. 

Voc ainda assiste a lutas de boxe? 
Sim, amo assistir aos combates. Nunca vou parar de acompanhar. Ainda acho o boxe um esporte muito bonito. Eu gosto muito das lutas do Manny Pacquiao (pugilista filipino que ganhou ttulos em oito categorias).  um lutador de primeira linha. 

O boxe no  mais to popular como no passado. De quem  a culpa? 
Existe muita corrupo no boxe, mas o que falta mesmo para ele dar a volta por cima  um grande campeo dos pesos-pesados, algum com carisma. Alm disso, eu acho que o governo deveria se envolver na organizao do esporte. No est claro quem faz o qu. Deveria haver regras para que todos os envolvidos tivessem direito  sua parte justa do dinheiro. 

Voc j falou espontaneamente, algumas vezes, do brasileiro Eder Jofre, ex-campeo mundial dos pesos galo e pena nas dcadas de 60 e 70. O que o impressiona nele? 
Foi um grande pugilista, sem dvida. Tinha um estilo de defender muito bom, mas isso no impedia que fosse emocionante v-lo lutar. Hoje h muitos boxeadores defensivos que s sabem fugir no ringue, e isso  bem entediante, mas com Eder Jofre no era assim. Ele sabia se defender, subia a guarda e contra-atacava, ia para a frente. 

O que voc acha das lutas de MMA (artes marciais mistas)? 
Eu gosto de assistir ao MMA. Conheo muito lutadores brasileiros, como Vitor Belfort e Rickson Gracie. Tem aquele outro bom lutador que enfrentou o Jon Jones pelo ttulo na categoria dos meio-pesados, o Glover Teixeira.  um grande lutador. (Glover perdeu na deciso por pontos no ltimo dia 26 de abril.)  

O MMA  criticado por permitir muita violncia. Um lutador est cado no cho e sangrando e ainda assim continua a ser atacado pelo adversrio. Voc acha que  justo? 
O juiz tem de interromper a luta. Existem regras no esporte e elas tm de ser seguidas. Os lutadores e as demais pessoas envolvidas nos combates assinam contratos em que tomam cincia das regras. Eles no podem reclamar, especialmente depois das lutas. 

As pessoas ainda se lembram da mordida na orelha de Evander Holyfield, em 1997. J se passaram quase dezessete anos. Qual sua opinio tanto tempo depois? 
Tenho vergonha de ter feito aquilo. Naquela luta, eu estava muito empolgado, mas tomei algumas cabeadas do Holyfield e no gostei nada daquilo. O juiz no o puniu e eu reagi daquela maneira. Mas ns nos reencontramos h alguns anos, no programa da Oprah Winfrey (apresentadora americana de TV). Foi um encontro muito bom. Depois disso, at gravamos um comercial juntos. 

Voc teve uma infncia difcil em Brownsville, um dos bairros mais pobres e violentos de Nova York. Aos 13 anos, j tinha sido detido 38 vezes. Como isso afetou seu carter? 
Brownsville devia ser muito parecido com os lugares mais pobres do Rio de Janeiro. Havia grandes conjuntos residenciais e era muito perigoso viver l. Eu era muito pobre e no tinha dinheiro. Minha me, com quem eu morava, tambm no tinha. Como voc se alimenta em uma situao como essa? Voc tem de roubar comida ou roubar dinheiro. Claro que no  a maneira certa de fazer as coisas. Obviamente, essa infncia difcil no exerceu uma influncia positiva sobre a minha vida.  por essa razo que sou to grato. Tenho conscincia das dificuldades que enfrentei. Sei como vivem os pobres. 

 difcil acreditar que voc sofreu bullying quando criana. Como aconteceu? 
No foi nada legal. Quando andava pelas ruas do bairro, as crianas mais velhas me cercavam e tomavam o dinheiro ou a comida que eu tinha roubado. Isso ajuda a explicar o tipo de pessoa que me tornei. Quis garantir que isso nunca mais se repetisse. 

Voc chegou a declarar falncia pessoal em 2003. Qual  sua situao financeira atual? 
Oua, eu no estou morrendo de fome. Consigo alimentar a minha famlia e os meus filhos. Estou bem feliz. No h nada de que eu precise a mais e que me faa muita falta. A coisa mais importante a dizer  que eu sou muito grato pela vida que tenho. 

Voc foi condenado por estupro de Desiree Washington em 1992. Cumpriu trs anos de pena na priso. O que realmente ocorreu? 
Eu estava farto naquela noite, mas nunca fiz nenhum mal a ela. Claramente, a mulher tinha motivao financeira e estava  procura de confuso. Tive um julgamento injusto. 

Voc tem algum medo? 
Tenho medo de no ser capaz de tomar conta da minha famlia, da minha mulher e dos meus filhos. Tenho medo de no ter uma casa para morar.  essa a preocupao que me tira o sono. 


1#4 LYA LUFT  AULAS DE MEDIOCRIDADE
     A velha histria: a gente pensa que viu tudo, mas novamente um desses choques que me fazem pensar num engano, no pode ser, vou ler de novo. Era verdade: um projeto j em execuo, financiado em parte pelo Ministrio da Cultura, banca a edio de centenas de milhares de livros de autores clssicos brasileiros "facilitados", comeando com Machado de Assis. Facilitados para quem? Para o leitor ignorante,  claro, despossudo da inteligncia necessria ou da necessria educao para ler esse autor, o primeiro a sofrer to abominvel mutilao. Troca de vocbulos e talvez frases inteiras, em suma, reescrevem Machado; portanto, o que for lido no ser ele. Intil trabalho, gasto intil, logro do leitor, o livro no ser de Machado de Assis. 
     Volto, pois, ao meu velho tema: a mediocrizao paulatina e permanente de tantos setores do Brasil. Desta vez, em lugar de elevar o nvel  do nosso ensino, em todos os graus, h um triste esforo para reduzir tudo ao mais elementar, ao mais primrio. Alunos saem das primeiras sries muitas vezes sem saber ler nem escrever direito; assim passam pelo 2 grau, em que  preciso esforo para ser reprovado. Acho que nem se usa mais esse termo, para no traumatizar os alunos com bobagens como essa; alis, eliminam-se punies inclusive nos casos mais srios, reprovaes, at mesmo notas. Tudo transcorre de mansinho, com alunos iludidos, pais e professores perplexos, e a ideia de que a vida deve ser um jardim de infncia. 
     Alguns chegam  universidade via Enem, sempre confuso, via cotas de toda sorte que considero humilhantes e irreais, pois reforam o preconceito: voc tem preferncia no por ter  estudado, por ter preparo, mas por sua raa, sua origem, seu nvel econmico. Por ter lido um falso autor brasileiro clssico? 
     Jovens universitrios no conhecem ortografia, e pior: no conseguem exprimir com simplicidade e correo seus pensamentos porque em geral nem os tm. Desabituados  argumentao e ao questionamento, ao esforo por aprender, a horas e horas em cima dos livros (desabituados de livros, alis) ou de reais pesquisas na internet quando tm computador (no se iludam quanto  posse generalizada de notebooks), jovens entram e saem da universidade com quase igual despreparo. Os bons alunos se queixam do baixo nvel, da falta de professores, de material, de instalaes adequadas. Os outros, sem culpa alguma pelos erros do sistema, acabam exercendo sua profisso do jeito que conseguem. Doentes mal diagnosticados e erradamente tratados, construes rachadas e erodidas, estradas mal asfaltadas, pesquisas frustradas, e frustrao dos outros que, por esforo e muito estudo, procuram nveis de excelncia para si e para o pas. 
 impossvel uma pessoa simples ouvir e apreciar um concerto de msica clssica? Engano. Pode no conhecer a biografia do compositor, o uso dos instrumentos, a elaborao das partituras, mas a msica a atingir porque os simples tm emoes, delicadeza, sentimento e gosto pelo belo. Pessoas simples, ou jovens, at crianas, conseguem de maneira surpreendente curtir bons quadros e esculturas, mesmo sem ser especialistas em artes. No  preciso conhecer teoria para enxergar beleza, harmonia ou qualquer sugesto de um objeto de arte: a arte pode ser democrtica sem ser distorcida ou facilitada. Para ler um romance de Machado, no  preciso ser um gnio nem  necessrio traduzir os termos ou frases mais difceis para um linguajar coloquial: basta colocar no fim do livro, como j vi ser feito, um conjunto de verbetes explicando os termos menos usados, como num minsculo dicionrio. O leitor aprende, cresce, instrui-se, e, mesmo que no vire leitor dos clssicos, ter uma ideia do que o pas j produziu nesse sentido. 
     Mas no damos ao nosso aluno esse privilgio: se for possvel, se tal projeto j aprovado e financiado pelo Ministrio da Cultura se afirmar, o culto  mediocridade, que impera, vai ter feito mais um gol de vitria. Mas, afinal,  a Copa. 


1#5 LEITOR
LEITURA DE FICO
VEJA deu-me alento para seguir com minhas aulas de literatura e incentivo  leitura para alunos do 1 ano do ensino mdio. Confesso que, s vezes, deparava com o dilema de tentar criar em jovens o hbito da leitura de fico sem saber como mostrar a eles alguma finalidade da prtica que os convencesse. Vou recortar meu exemplar e afixar os testemunhos nos murais de minha escola, alm de estudar a reportagem "A voz da gerao conectada" (14 de maio) em sala de aula. 
WEBER LUIZ RIBEIRO 
Campos Altos, MG 

Ao ver a capa de VEJA de relance, minha filha gritou: " A Culpa  das Estrelas?". E correu para ler a revista. Quisera eu ser to eloquente quanto o escritor americano John Green para dizer quo esclarecedora foi a reportagem, principalmente em relao s razes pelas quais nos envolvemos tanto com os personagens fictcios. Como leitora vida, professora e me, sempre me causa espanto e alegria ver que minhas filhas (de 13 e 11 anos) do gargalhadas ou ficam com os olhos chorosos enquanto lem as aventuras de Percy Jackson, a jornada de Harry Potter ou a luta de Hazel e Gus (em A Culpa  das Estrelas). A reportagem confirmou o que observo no comportamento de minhas filhas em relao ao hbito da boa leitura e sua ligao com o emocional e com a aquisio de conhecimento em geral. Muitssimo obrigada! 
MAGDA MENDES MARQUES 
Braslia, DF  

VEJA apresenta a capa mais polmica das ltimas edies. Polmica, sim, visto que certos grupos com interesse em que as coisas fiquem como esto, com nosso povo mais humilde sem ter acesso  leitura  que leva informao, cultura, melhora de vida e condio e, por conseguinte, anlise correta do que acontece no Brasil , perderiam a continuidade no poder, sustentada na ignorncia. O crescimento de um pas comea pela educao; tudo comea pela educao. 
MARCO ANTNIO GILABERT 
Goinia (GO), via tablet 

 muito bom saber que os jovens da era ps-J.K. Rowling encontraram autores que os incentivam  leitura, um hbito que por si s traz inmeros benefcios, como bem mostrou a revista. 
DRIO MILECH NETO 
Pelotas, RS 

Li as pginas finais do livro A Culpa  das Estrelas em um voo de volta para So Paulo, depois de uma viagem a trabalho, e, aos 32 anos, literalmente ca no choro de to emocionada que fiquei. Precisei at disfarar. 
AMANDA ZANETI 
So Paulo, SP 

Em recente ida  Biblioteca do Congresso, em Washington, perguntei a um veterano funcionrio o que significava para ele trabalhar ali. Sua resposta a princpio me pareceu excessivamente nacionalista: "A certeza de que, enquanto nossos lderes valorizarem o saber e a pesquisa, seguiremos sendo o pas mais poderoso do mundo". Pensei no Brasil, no nosso ensino e nos nossos poucos leitores e subitamente entendi que o velho bibliotecrio no era um ufanista, mas um homem bem comedido. 
ROMNEI LENON 
Porto Alegre, RS 

Parabns pela reportagem. VEJA mostra que, sendo criativo,  possvel atrair leitores, sim. Compartilho o meu blog de estmulo  leitura (www.macacosabido.com). Todo livro que lemos , por assim dizer, autobiogrfico, pois conta um pouquinho de ns. 
MARCELO DE OLIVEIRA 
Barretos, SP  

Alm de ser um brilhante exerccio para a mente, ler renova as esperanas e enriquece a alma! 
ANA SILVIA CAMARGO 
Cesrio Lange, SP 

GUSTAVO IOSCHPE
Sou doutor em educao e observo que o relevante artigo "Professores, acordem!" (14 de maio), do economista Gustavo Ioschpe, precisa ser seriamente considerado por profissionais e autoridades da educao brasileira. 
ALUSIO ALVES 
Uberlndia, MG 

Sinto muito ver hoje, aqui no estado, o sindicato de professores, flagrantemente conduzido por uma ideologia mope, primando pelo mascaramento da verdade e incitando o confronto pelo confronto. 
IVONETE SILVA MONTEIRO SEIXAS 
Parnamirim, RN 

Tenho 68 anos e minha f e esperana foram renovadas pelo artigo lcido e contundente de Gustavo Ioschpe. Para ajudar sua defesa ao desnudar essa "elite de vtimas", cito um episdio: anos atrs, em reunio de professores da engenharia da UFPB, assustei-me com a negativa total  participao em qualquer curso de didtica. Atrevo-me a afirmar que, se a humildade permitir, a imensa maioria dos professores admitir no ter especializao na arte e na tcnica de ensinar. 
GASTO LUIZ OPPERMANN 
Joo Pessoa (PB), via tablet 

Culpar o professor, o ltimo elo de uma cadeia que tem incio em instncias s quais ele no tem acesso,  no mnimo superficial. 
MARIA EUGENIA CASTANHO 
Campinas, SP 

Sou professora da rede pblica estadual de So Paulo h 23 anos. Sou uma profissional qualificada e empenhada no meu trabalho, sinto-me, sim, lutando contra o drago, e ele tem nome, sobrenome e codinome: promoo automtica, falta de respeito dos alunos, falta de noo, salas superlotadas, alunos sem perspectivas, vulnerabilidade social. Ns, professores, trabalhamos o tempo todo em estado de alerta, o nvel de stress  altssimo. 
MEIRE FONTANA MORAIS 
Itaquaquecetuba, SP 

Acorda, Gustavo Ioschpe. Sou professor do ensino mdio, corrijo as redaes produzidas em sala quinzenalmente, nunca abro jornais nem frequento pginas sociais durante o horrio de aula, discuto com meus alunos a matria abordada e sempre estendo a possibilidade de questionamentos por parte da turma, portanto no me enquadro no perfil do professor descrito em seu texto. Antes, enfrente uma sala de aula com alunos que preferem o celular, o Instagram, o Face, o WhatsApp, como se fossem a oitava maravilha do mundo: alunos que nunca leram ura livro na vida e, a despeito da nossa insistncia, acreditam que leitura  coisa do sculo passado, afinal, livro sem imagem, cor e som no tem graa. 
CLEBER LACERDA 
Montes Claros, MG 

H catorze anos sou professora estadual, e o que percebo  que a cada governo temos novas propostas de ensino, ou seja, estamos sempre comeando! O projeto mal foi escrito ou interpretado e ns j somos orientados ou, melhor dizer, desorientados a p-lo em prtica! 
MARIA CRISTINA CUNHA VARGAS 
Santiago (RS), via tablet 

LINCHAMENTO 
Absurdo  a palavra que vem aos meus pensamentos ao ler a reportagem "A roda insana da vingana" (14 de maio), sobre o linchamento e morte da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, no Guaruj.  o retrato do Brasil, que parece regredir junto com as leis que esto apenas na teoria.  desesperador. 
MAIZA RODRIGUES DE FREITAS CASTREQUINI 
So Jos ao Rio Prelo, SP 

O Brasil est trilhando um caminho perigoso, cujas consequncias so imprevisveis, em razo de os poderes constitudos procurarem disseminar o dio entre vrios grupos na sociedade. Negros contra brancos, gays contra hteros, pobres contra ricos, ndios contra agricultores. Onde foram parar os direitos humanos? A dona de casa que foi linchada no Guaruj no tinha direitos? No era humana? Quando as chamas sarem de controle, quero ver onde vo procurar para encontrar os culpados. 
AIRTON MINOTTO
Caxias do Sul, RS

AMEAA A JOAQUIM BARBOSA
Sinal dos tempos! Um membro da Comisso de tica do PT prega o assassinato de um ministro do Supremo Tribunal Federal, por haver sido o relator de processo em que foram condenados indivduos que, coincidentemente, so exponenciais do referido partido (''Um tiro na cabea", 14 de maio). A apologia de crime  crime! A Justia julga os criminosos, e no os criminosos julgam a Justia!  triste ver a barbrie em que vivemos. Nunca poderamos imaginar que chegaramos a esse ponto, fossem quem fossem os dirigentes deste pas. Chega de apoiar a mentira, o roubo e assassinatos. Acorda, Brasil! 
PAULO ROBERTO DE ANDRADE LEMOS 
Rio de Janeiro, RJ 

 muito triste constatar a inverso de valores morais e ticos no Brasil de hoje, patrocinada e divulgada pelos ratos da nao. Prezado ministro Joaquim Barbosa, ns, brasileiros, sabemos quanto o senhor contribuiu e com certeza continuar contribuindo para pr na cadeia os verdadeiros bandidos. A minha indignao com esses corruptos me fez sentir na obrigao de me manifestar contra eles e a favor de vossa excelncia. Peco-lhe que, por favor, continue fazendo valer a verdade. 
EDSON AMARAL 
So Jos dos Campos, SP 

SELEO BRASILEIRA 
Bem reportada por VEJA a convocao da seleo brasileira para a Copa de 2014 ("Vou at o inferno com eles", 14 de maio). Eu esperava outros nomes na lista de convocados, como Robinho, Phillipe Coutinho e Miranda, mas acredito que o elenco  bom. 
JOS RIBAMAR PINHEIRO FILHO 
Braslia, DF 

Felipo afirmou: "Vou at o inferno com eles". E vai mesmo. Um filsofo j disse que "o inferno so os outros". No caso de Felipo, so as outras... selees. 
FAUSTO FERRAZ FILHO 
So Paulo, SP 

ZIL CAMARGO 
Como mulher, fiquei impressionada com a coragem da grande guerreira Zil Camargo, que batalhou e fez parte da construo do imprio dos Camargos. Numa separao, a mulher sempre  exposta como a parte mais frgil. Acredito que muitas mulheres de vrias classes sociais se identificaram diante dos mesmos problemas de infidelidade conjugal. Zil mostrou que soube dar a volta por cima ("Consegui virar a pgina", Entrevista, 14 de maio). No momento mais extremo, silenciou esperando o tempo para as respostas. Parabns pela fibra e determinao, Zil. Voc merece ser feliz ao lado de quem a ame e a respeite. Achei demais a entrevista! 
MRIAM SUELI DOS SANTOS SOUZA 
Campinas, SP 

Zil pelo visto passou por poucas e boas ao lado de Zez Di Camargo. Mas o importante  que se refez e encontrou um novo amor. Enfim, hoje deve agradecer a ele essa oportunidade, pois nada  mais cruel do que viver sem amor. 
CTIA MACIEL 
Salvador (BA), via tablet 

Li a entrevista com Zil Camargo e pude concluir que, na alegria ou na tristeza, na riqueza ou na pobreza, o papel forte de uma mulher  fundamental. 
MARIA DE CARVALHO CONTRERA 
So Paulo, SP 

 assim mesmo, Zil. Na hora de roer os ossos, ns roemos juntos at ficar sem dentes. Quando entra o fil-mignon, danamos. 
CLIA HENRIQUES GURCIO RODRIGUES 
Avar, SP 

Senhor editor, abro uma campanha: "Vamos preservar o contedo das pginas amarelas de VEJA". No entendi a escolha desse espao para a entrevista com a senhora Zil Camargo. Algumas perguntas na seo entretenimento/televiso j estariam de bom tamanho. 
ROGRIO DIAS DE ALMEIDA 
Porto Alegre (RS), via tablet 

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o nmero da cdula de identidade e o telefone do autor. Enviar para: Diretor de Redao, VEJA - Caixa Postal 11079 - CEP 05422-970 - So Paulo - SP; Fax: (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


1#6 LOBO  HELLO! PALCO NO  PALANQUE
     Na semana passada foi a vez do Roger. A patrulha ideolgica, com sua percepo assimtrica e distorcida da realidade, promoveu mais um episdio lamentvel de atentado a reputaes. Para quem no ouviu falar do caso, o Roger Moreira, do Ultraje a Rigor, foi perseguido na internet por militantes do PT (os MAVs, militantes em ambiente virtual) por estar "ganhando dinheiro" de um governo que ele critica. Ele participou de um show em So Paulo organizado pelo Ministrio da Cultura e pelo Banco do Brasil. 
     Isso tambm ocorreu comigo no ano passado, por ocasio da Virada Cultural de So Paulo. Tive de fazer um esforo inaudito, auxiliado por uma campanha nas redes sociais, para furar o bloqueio ao meu nome  e conseguir intimidar com o clamor popular os curadores da Secretaria de Cultura municipal, que s assim me incluram no evento. Logo em seguida, comearam a pipocar na rede as mesmas crticas vindas desse mesmo grupo, que dizia ser uma contradio um oposicionista ferrenho como eu aceitar tocar em um show promovido pela prefeitura do PT.  
     Pois ento vamos acabar com essa palhaada de uma vez por todas: os rgos pblicos que porventura sejam patrocinadores de eventos culturais no podem coibir, filtrar nem excluir vertente alguma de expresso artstica, credo ou pensamento poltico discordantes ou mesmo contrrios aos da administrao vigente, pois dessa forma estaro lidando com a coisa pblica como se fosse privativa de um partido, o que  inconstitucional. Simples assim. 
     Os palcos dos festivais financiados com o dinheiro do contribuinte esto abertos a todos, so espaos pblicos  eventualmente sob a administrao desse ou daquele partido poltico. O fato de o PT no entender isso no deve ser tolerado pela populao que paga seus impostos. Ela tem o direito de exigir acesso a qualquer tipo de manifestao cultural e artstica, inclusive as de que o PT no gosta. E o governo no pode substituir a pluralidade cultural pelo seu monoplio ideolgico. 
     Antes de o partido chegar ao poder, algum se lembra de ver patrulha linchar artista porque ele tocava na gesto Maluf ? Ou Jnio? Ou Serra? 
     Mas o iderio petista, assim como a mentira, tem pernas curtas e, por mais truculenta que seja a atitude desses militantes que foram a barra numa tentativa de fazer terrorismo ideolgico, essa presepada no prevalecer. Assim como no prevalecero a cantilena ideolgica de terceira categoria, o dio plantado entre as classes e esse dficit intelectual de propores politibricas que exala das universidades e dos rgos dominados por essa gente dodi. Primeiro porque a populao no vai deixar e depois porque esses carinhas no possuem a fora que pensam ter. 
     Imaginem que surreal seria termos os holofotes e as atenes voltados exclusivamente para artistas filiados ao PT, que sobem no palanque do partido e recebem uma grana preta para fazer campanha publicitria dos rgos pblicos em TVs, rdios, outdoors, jornais e revistas. Como seria se a gente s pudesse assistir a filmes, peas teatrais e minissries com temas "customizados", destinados a favorecer a imagem do governo? E que tal se fssemos obrigados a engolir s o que passa pelo filtro ideolgico do PT? Teramos uma cultura monomanaca, cinza e medocre, feita por puxa-sacos de alma coloidal que transformariam em caricatura a cultura nacional, travestindo a histria com mentiras canastronas e mamando descaradamente no Errio. Escrevo no condicional porque esse jogo no est ganho. Vamos vir-lo, como j estamos fazendo. 
     Ento, para concluir: palco no  palanque, pblico no  privado, ideia no  ideologia e nem traseiro de pinto  escovinha, como dizia o meu pai. 


1#7 BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

VEJA MERCADOS
GERALDO SAMOR
Educao
Chaim Zaher, um dos empresrios mais bem-sucedidos no setor de educao do pas, quer entrar forte no negcio de escolas bilngues. A meta  ter 100.000 alunos na educao bsica desse sistema em 2020. www.veja.com/vejamercados 

DE PARIS 
ANTONIO RIBEIRO 
Copa
H um fenmeno recorrente no Brasil. Invariavelmente se passa bem longe do cerne das questes. Os 9 bilhes de reais gastos com novos estdios so irrelevantes em relao aos 600 bilhes usados anualmente para sustentar a mquina do governo. www.veja.com/deparis 

CIDADES SEM FRONTEIRAS 
MARIANA BARROS 
Imveis 
De acordo com um levantamento da empresa de informaes imobilirias 123i, nove entre os dez imveis mais valiosos do Brasil esto em endereos cariocas. www.veja.com/cidadessemfronteiras 

NOVA TEMPORADA 
FERNANDA FURQUIM 
Srie de TV 
A estreia de Manhattan ser em 27 de julho, nos EUA. Esta  a segunda srie original do canal WGN America, que j exibe Salem, renovada para sua segunda temporada, www.veja.com/temporada 

ALEXANDRE BELM
CHRIS HONDROS
Testament  um livro pstumo do fotojornalista Chris Hondros (1970-2011), morto quando trabalhava para a Getty Images na Lbia. O livro resgata a obra de um dos mais experientes e brilhantes fotojornalistas dos ltimos tempos. Autor de fotos premiadas, Hondros estava no auge da carreira  quando morreu. Testament, que faz tambm uma seleo de textos de Hondros,  uma homenagem ao fotojornalismo feito em zonas de conflito.
www.veja.com/sobreimagens

SRGIO RODRIGUES
NASCIDO EM TQUIO
"Como chamamos quem  natural de Tquio, capital do Japo?" (Leones Nunes) 
Tudo indica no haver em nenhum dicionrio ou glossrio de portugus de qualquer poca uma palavra para designar quem nasce em Tquio. Isso no quer dizer que sejamos impedidos por nosso idioma de expressar tal ideia. Se falta uma forma sinttica de expresso,  s partir para a analtica: "natural de Tquio", "nativo de Tquio", "morador de Tquio" etc. A lacuna  natural. Muitas cidades e regies do planeta, algumas delas importantes, esto na mesma situao. Como chamamos o nativo de Oslo, capital da Noruega? Mesmo glossrios que registram gentlicos eruditos raros, como "holmiense" (natural de Estocolmo) e "hierosolimita" (natural de Jerusalm), no resolvem isso.
www.veja.com/sobrepalavras

PATRCIA VILLALBA
POR QUE AMAMOS ODIAR LAERTE
Intempestivo, volvel, egosta, com forte tendncia a obsesses, Laerte muitas vezes parece mais um vilo  ou seja,  um tpico "homem de Maneco", sempre a enlouquecer as Helenas da vida. No  difcil imaginar que ele seria um tremendo mala sem ala na vida real e, se bobear, ainda pior namorado do que na fico. Aquele tipo que as mulheres amam odiar principalmente quando: 
 Escapa para ir a um baile no morro e, na volta, diz  ex-mulher, com a maior calma do mundo: "No  melhor que eu permanea imprevisvel?". 
 Pede conselho amoroso  ex-mulher sobre a namorada ninfeta, uma semana aps a separao. 
 No s aceita os convites capciosos da apaixonada Shirley (Vivianne Pasmanter) para jantar como acaba caindo nos braos dela. 
www.veja.com/quantodrama

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